A CRIAR VETERINÁRIA é um grupo de profissionais que presta serviço especializado em reprodução e produção de bovinos no estado da Bahia e região Nordeste.
Habilitada a utilizar todas as tecnologias disponíveis tais como:
Programa Sanitário anual; Implantação de Estação de Monta; Controle Reprodutivo das Fêmeas; Inseminação Artificial; Inseminação Artificial em Tempo Fixo; Exame Andrológico; Exame Ginecológico; Ultrasonografia Reprodutiva; Diagnóstico Precoce da Gestação; Sexagem Fetal; Utilização Racional das Pastagens, Suplementação e Técnica de Alimentação; Gerenciamento e Treinamento de Mão de Obra; entre outras.
A CRIAR Veterinária propõe que com planejamento e consultorias veterinária, zootécnica e administrativa, as fazendas de pecuária terão significativa melhoria no desempenho dos empreendimentos, principalmente com o aumento da colheita anual de bezerros, agregando desse modo valor Genético e Comercial aos animais maximizando a lucratividade na atividade.
Solicite uma visita diagnóstico à sua propriedade e conheça os nossos: Programa de Eficiência Reprodutiva e Plano Especial de Produção e Eficiência Reprodutiva
CONTATO:
e-mail:
Telefone:
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Importância da nutrição para a reprodução. Sua interação e quais estratégias usar
quinta-feira, 7 de julho de 2011
O Exame andrológico no manejo e na seleção de reprodutores bovinos
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Importância da implantação de uma estação reprodutiva, para o manejo de bovinos de corte.
Estação reprodutiva.
A estação reprodutiva é uma tecnologia de manejo do rebanho cujo custo basicamente é a vontade do produtor rural em adotá-la. Trata-se da concentração das coberturas das fêmeas em determinada época do ano em que se facilite a reprodução das mesmas, normalmente associada com a época de maior oferta de alimentos, visto que nutricionalmente falando reprodução é luxo. Portanto, a realização das coberturas neste período do ano potencializa a capacidade reprodutiva das matrizes e aumenta as chances de concepção e de se levar as prenhezes a termo, em conseqüência do ambiente mais favorável.
Dentre as vantagens da estação reprodutiva podemos destacar as seguintes:
· Facilita a observação e coleta de dados sobre os índices zootécnicos da fazenda. É através destes índices que podemos mensurar a eficiência das propriedades. Alguns dos indicadores como intervalos de partos, peso ao nascer, peso a desmama, peso ao sobre ano, podem nos fornecer panorama e ajudar nas decisões a serem tomadas. Como também o ganho genético a cada geração pela avaliação de animais contemporâneos.
· Formação de lotes homogêneos, o que facilita tanto o manejo dos animais quanto a negociação destes em momento oportuno.
· Favorece o aumento na pressão de descarte das vacas que não conceberam na estação, pois a fêmea que não dar 1 bezerro por ano provoca prejuízos na propriedade.
· Facilita a implantação de um calendário profilático. A saúde do rebanho estando organizada diminui as perdas e melhora a produtividade e o desempenho dos animais.
· Permite uma melhor racionalização da mão de obra na propriedade, distribuindo-se melhor os diferentes tipos de trabalho durante as épocas do ano onde o trabalho pode ser mais intensivo e outras menos. Facilitando escala de férias e folgas e adequando melhor o número de empregados da propriedade e o uso de mão de obra temporária.
Ferramentas Para Implantação de Estação Reprodutiva
No passado, havia por parte dos criadores uma resistência bastante grande por parte dos criadores em adotar a estação reprodutiva, pois no primeiro ano de sua implantação existia uma perda de bezerros colhidos, o que era rapidamente compensado com as vantagens, mas a sensação de perda dificultava a tomada de decisão.
Hoje algumas biotécnicas estão disponíveis no mercado, que são ferramentas fantásticas para uma mais rápida implantação de uma estação reprodutiva. Dentre estas biotécnicas podemos destacar a Desmama Temporária (DT) e a Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF). A DT consiste em interromper a mamada dos bezerros por 48 horas provocando assim mecanismos hormonais os quais favorecem a apresentação do cio. A IATF consiste em mimetizar o ciclo estral das vacas pela aplicação exógena de medicamentos hormonais disponíveis no mercado.
Aplicadas juntas ou separadamente elas ajudam a implantação da estação reprodutiva diminuindo ao acabando com a perda de bezerros colhidos no primeiro ano da implantação, além de melhorarem de forma geral os resultados onde a mesma já existe.
Conclusão
Para uma boa eficiência, é necessário que uma vaca nos dê um bezerro por ano. Isso significa que as fêmeas precisam conceber em até 90 dias pós parto. A estação reprodutiva é um importante facilitador desta meta. Para que as fêmeas cumpram este calendário, é necessária uma constante pressão sobre as mesmas, e esta ferramenta tecnológica faz este trabalho. Como é de custo baixo em relação aos benefícios que traz, urge a necessidade de sua adoção pelos produtores de forma generalizada, auxiliados pelo grande número de técnicos capacitados pelo país e as ferramentas auxiliares existentes. Este é sem dúvida o futuro de toda a pecuária de cria do país.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Como Escolher Novilhas Para Reposição
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Sanidade Reprodutiva em Bovinos
As doenças associadas à reprodução diminuem de forma significativa a rentabilidade dos rebanhos de corte e causam um grave problema no planejamento de médio e longo prazo dos rebanhos leiteiros que, na maioria das vezes passam desapercebidos.
A sanidade do rebanho, e em particular as afecções que direta ou indiretamente comprometem o trato reprodutivo de machos e fêmeas, impedindo a fecundação, causando abortos, repetições de cio, o nascimento de animais com porte inferior à média, disfunção hormonal, entre outros, inclusive a perda da função reprodutiva, é um dos principais fatores de interferência na eficiência reprodutiva dos rebanhos bovinos.
As Enfermidades
Dentre as principais doenças temos a Brucelose, Leptospirose, BVD, IBR-IPV, Neosporose, Trichomonose, Campilobacteriose, dentre outras.
Brucelose
A brucelose é uma doença infecciosa altamente transmissível, causada pela bactéria Brucella abortus, que acomete, preferencialmente, fêmeas em idade reprodutiva ativa causando abortamento no terço final da gestação, retenção de placenta, metrites, sub-fertilidade e até infertilidade. Em machos, causa: artrite, orquite e epididimite, além de ser uma zoonose.
A brucelose é a doenças infecto-contagiosa com maior impacto na esfera reprodutiva e tem como principal via de contaminação, a digestiva; por água, alimentos e pastos contaminados com restos de aborto, placentas, sangue e líquidos provenientes de abortos e partos de vacas e novilhas brucélicas. A transmissão pela monta por touros infectados também pode ocorrer, mas em menor proporção que a digestiva.
O diagnóstico é feito através da coleta de sangue e exames laboratoriais.
A prevenção é ralizada com a vacinação das bezerras de 3 a 8 meses que é obrigatória e só pode ser realizada por profissional habilitado.
Leptosprose
A leptospirose é causada por diversos sorovares da bactéria do gênero Leptospira, afeta animais e humanos, causando, principalmente, perdas por abortos em bovinos além de infecções disseminadas pelo organismo. A transmissão ocorre através da urina, parto, leite, abortos, mas principalmente através de roedores e animais silvestres infectados.
A vacinação de todos os animais (em rebanhos de incidência alta) deve iniciar em todos os bezerros após o desmame, seguidas por vacinações anuais (sempre com vacinas que abrangem o maior grupo de leptospiras). A primovacinação (1ª vez) precisa de um reforço com 3-6 semanas de intervalo. Como vacinação estratégica, pode ser realizada 1 (um) mês antes da estação reprodutiva.
BVD
A Diarréia Viral Bovina (BVD) é uma doença que deprime o sistema imunológico do animal, permitindo que outras doenças virais e bacterianas se estabeleçam e se disseminem.
Virose também conhecida por causar desordens reprodutivas, sendo que a infecção fetal (transplacentária) pode levar à morte embrionária, ou até defeitos congênitos (nascidos com o indivíduo, como a microencefalia, hidrocefalia, hipoplasia cerebral, defeitos oculares), surtos de diarréia, abortos, causando grandes perdas econômicas, entre outros.
A infecção com o vírus da BVD ocorre através das vias nasal ou oral, podendo ocasionar a morte do animal (jovem ou adulto) e o nascimento de animais pouco desenvolvidos que podem tornar-se portadores da enfermidade.
O controle pode ser efetuado através de vacinas inativadas (seguindo o esquema do fabricante), geralmente associadas a outros agentes infecciosos como a parainfluenza. Como vacinação, pode ser realizada em animais de 8 a 12 meses, recomenda-se reforço anual e estrategicamente 1 (um) mês antes da estação reprodutiva.
IBR
Rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR) e Vulvovaginite pustular (IPV) fazem parte do complexo Herpesvírus bovino, causadas pelo HVB tipo-1, responsáveis por abortos, entre outras enfermidades causando também graves impactos econômicos.
A IBR é a forma respiratória, ocasionando febre e lesões de transtorno nas vias superiores do animal, com quadros respiratórios graves (às vezes) em animais jovens.
A IPV é uma infecção da mucosa vaginal e da vulva que manifesta-se por edema, secreção com exsudato, pústulas de conteúdo mucopurulento, transtorno no ato da micção, endometrites, repetições de cio e infertilidade temporária por período igual ou superior a 60 dias, quando retorna o ciclo estral normal e fértil.
A infecção nos touros possui caráter importantíssimo na disseminação da enfermidade através da cópula, com lesões no pênis e prepúcio, além do sêmen contaminado, os touros transmitem, a cada monta, o vírus às fêmeas sadias.
Em áreas endêmicas a vacinação deve acontecer nos bezerros de 6-8 semanas e gestantes a partir da segunda metade da gestação e repetindo a vacinação anualmente para manter a imunidade. Para fêmeas adultas, a vacinação deve acontecer no início da estação reprodutiva.
Neosporose
A Neosporose é causada por um protozoário o Neospora caninum, nas vacas a principal manifestação é o aborto, mas se a contaminação ocorrer no último trimestre da gestação, o feto desenvolve imunidade, nasce saudável, porém é um portador latente. Nos animais jovens pode surgir encefalite.
A forma mais importante de contágio entre os bovinos é da mãe para o feto. O parasita tem como hospedeiro definitivo cães e coiotes, que eliminam os oocistos (ovos) nas fezes contaminando o ambiente, alimentos e outras espécies (bovinos, caprinos, ovinos e eqüinos).
As vacinas podem ou não evitar o aborto, mas não impedem a contaminação. O tratamento dos animais é caro e ineficaz.
Trichonomose
A Trichomonose é uma doença infecciosa e sexualmente transmitida, causada pelo Trichomonas foetus que afeta fêmeas e machos em idade reprodutiva, causando morte embrionária, aborto, repetições de cio, corrimento vaginal, endometrites, piometras, ou fetos macerados, como conseqüências diretas, pois o maior prejuízo está na diminuição de nascimentos e na demora do estabelecimento da prenhez, como forma indireta.
A principal via de transmissão acontece durante a cópula (monta) onde o macho infectado contamina a fêmea ou é contaminado por esta.
O tratamento das fêmeas é praticamente ineficaz e desnecessário, pois a maioria destas recupera-se após um descanso sexual. Prostaglandinas podem ser usadas no sentido de fazer uma "limpeza" do útero e regularizar o ciclo estral.
Os machos contaminados, com idade superior a 5 ou 6 anos devem ser descartados, pois geralmente tornam-se portadores disseminando a doença.
Vacinas inativadas podem ser usadas em touros jovens para evitar a propagação da enfermidade, mas o tratamento mais eficaz para as fêmeas é o uso da Inseminação Artificial com sêmen de reprodutores isentos da enfermidade.
Campilobacteriose
Pouco conhecida da maioria dos criadores e ausente dos programas oficiais de prevenção e tratamento de enfermidades, a Campilobacteriose é uma enfermidade assim denominada por ser causada por espécies do gênero Campilobacter fetus subesp. venerealis, sendo também uma doença venérea, exclusivamente de bovinos que não causa nenhum mal aos machos, mas inflamações no trato genital feminino podendo levar até a infertilidade, passando por baixa taxa de natalidade, repetições de cio, endometrite e abortos.
O tratamento em bovinos é desaconselhável, pois os resultados são insatisfatórios e antieconômicos. O descarte dos animais infectados é recomendado bem como o uso da inseminação artificial com sêmen de reprodutores isentos da enfermidade.
Conclusão
Desta forma, fica evidenciado que as afecções que acometem o sistema reprodutivo de machos e fêmeas causam imensas perdas econômicas e portanto o seu controle preventivo é de fundamental importância para se obter maior número de nascimentos de bezerros e, conseqüentemente, maior rentabilidade na produção. Alcançando então um dos principais objetivos dos produtores é diminuir seus custos de produção e aumentar a eficiência reprodutiva e produtiva dos rebanhos.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Interação entre Eficiência reprodutiva e a lucratividade na produção de leite.
O que determina a lucratividade de um sistema de produção de leite é com que eficiência o produtor promove a interação entre os vários eixos de relação entre produtividade e custo dentro de seu ciclo de produção (CP), o qual se correlaciona fortemente com o intervalo de partos (IP). O CP termina em tese quando todas as matrizes completarem uma lactação e este fato está diretamente relacionado com o IP, pois quanto menor o IP menor o CP. A produção é a mesma, mas, como ciclo é menor a lucratividade é maior. Este artigo tem o objetivo de explicar esta relação, demonstrando como se pode aumentar a produção de leite caso o produtor invista na eficiência reprodutiva do rebanho, que acarretará por fim em um aumento bastante significativo da lucratividade do seu negócio.
É correto afirmar que entre um parto e outro cada fêmea completa uma lactação. Portanto se, por exemplo, tivermos um rebanho com 100 vacas em idade reprodutiva e conseqüentemente capaz de realizar uma lactação e assumindo que como padrão para ser uma vaca de leite e não de corte a fêmea deve ser capaz de produzir pelo menos 3000 Kg de leite em uma lactação ajustada para 300 dias, teremos uma produção de 300.000 litros de leite quando todas às vacas tiverem completado suas lactações e participado do processo produtivo. Com esses dados propomos 3 análises distintas para tornar claro o entendimento:
Se o intervalo de partos for de 24 meses, o que é muito comum ainda em fazendas de leite no Brasil a mesma, produziria apenas 150.000 litros de leite por ano (Opr. 1). Para a operacionalização da fazenda é como se ela tivesse que manejar dois rebanhos: um produzindo (50 vacas) e outro sem produzir (50 vacas). O problema é que todos os animais indistintamente geram custos de manutenção, e por tanto quando contabilizamos a produção de leite temos que dividi-la por todas as vacas da propriedade que são as unidades de produção.
PLA = NV x PPL: IP x 12
PLA = Produção de Leite Anual.
NV = Número de Vacas em idade reprodutiva.
PPL = Produção média por lactação.
Caso o valor do leite esteja por R$ 0,50 no seu ciclo de 24 meses seria faturado R$ 150.000,00 dando um total de R$ 75.000,00 por ano (Opr. 2) e R$ 6,250,00 por mês (Opr. 3). Este sistema é na verdade bastante rudimentar e normalmente não atinge nem estes valores, visto que o maior problema é nutricional e dificilmente as vacas conseguiriam atingir tais níveis de produção tendo portanto resultados inferiores ao demonstrado. Mas ele existe e é facilmente caracterizado quando se chega à fazenda e se tem metade das vacas em lactação e a outra metade no período seco.
FA = VLP x PLA
FA = Faturamento Anual.
VLP = Valor do Leite ao Produtor.
Opr. 3.
FM = FA : 12
FM = Faturamento Mensal.
Resolvendo-se o problema nutricional com oferta de alimentos em quantidade e qualidade, que é a primeira grande intervenção do produtor na eficiência reprodutiva, com pouca ou nenhuma intervenção de profissional médico veterinário é possível alcançar o IP de 18 meses. Isto por si só é um grande avanço na produtividade da fazenda, pois apesar da produção de leite do ciclo ser a mesma, agora seria dividida pelos 18 meses do novo IP alcançado. Teríamos, portanto, um faturamento mensal de R$ 8.333,00, com uma diferença de R$ 2.083,00, ou seja, 33% maior, e a mesma cobrem com sobras os eventuais aumentos de custos.
O IP de 12 meses é a meta a ser perseguida. No entanto, ainda é utópico. O que é possível na realidade é um intervalo de partos de 13 ou 14 meses, com a intervenção permanente de profissional médico veterinário trabalhando junto com os animais. Para exemplificar se a fazenda passar a utilizar dos serviços veterinários conseguiria em um médio prazo alcançar o intervalo de 14 meses e teria novamente um salto bastante significativo nos seus resultados econômicos.
O aumento da tecnificação da produção de leite na verdade depende apenas da vontade do produtor de sair de um sistema de baixa tecnologia e eficiência para outro de alta tecnologia e resultados melhores. Os custos para isto são surpreendentemente baixos visto que, as alterações de manejo e descartes iniciais produziram rapidamente aumento de eficiência e produtividade, com impacto positivo no caixa da propriedade, que pode ser direcionado para as implementações de outras tecnologias num ciclo virtuoso de crescimento a cada etapa do processo.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Avaliação do escore de condição corporal (ECC) em bovinos de corte.
Neste artigo tentamos dar uma visão geral de como é feita a avaliação, para que se possa rapidamente utilizá-la na prática do dia a dia.
Avaliação do Animal.
2 - Magro - Ossos são ainda bastante salientes e existe uma certa proeminência das espinhas dorsais, íleos e ísquios; as costelas continuam aparecendo mas, começam a ser cobertas; os processos transversos permanecem visíveis, a cauda começa a parecer que está mais alta e a pele fica firmemente aderida no corpo (pele esticada) (Fig. 4).
Conclusão.
