A CRIAR VETERINÁRIA é um grupo de profissionais que presta serviço especializado em reprodução e produção de bovinos no estado da Bahia e região Nordeste.

Habilitada a utilizar todas as tecnologias disponíveis tais como:

Programa Sanitário anual; Implantação de Estação de Monta; Controle Reprodutivo das Fêmeas; Inseminação Artificial; Inseminação Artificial em Tempo Fixo; Exame Andrológico; Exame Ginecológico; Ultrasonografia Reprodutiva; Diagnóstico Precoce da Gestação; Sexagem Fetal; Utilização Racional das Pastagens, Suplementação e Técnica de Alimentação; Gerenciamento e Treinamento de Mão de Obra; entre outras.

A CRIAR Veterinária propõe que com planejamento e consultorias veterinária, zootécnica e administrativa, as fazendas de pecuária terão significativa melhoria no desempenho dos empreendimentos, principalmente com o aumento da colheita anual de bezerros, agregando desse modo valor Genético e Comercial aos animais maximizando a lucratividade na atividade.

Solicite uma visita diagnóstico à sua propriedade e conheça os nossos: Programa de Eficiência Reprodutiva e Plano Especial de Produção e Eficiência Reprodutiva

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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Importância da nutrição para a reprodução. Sua interação e quais estratégias usar

Introdução.
A falha na reprodução é o mais importante fator a limitar o desempenho da pecuária de corte. O baixo índice de desfrute do rebanho brasileiro é resultado principalmente de uma elevada idade ao primeiro parto das novilhas, e uma baixa taxa de prenhez das matrizes. O baixo desempenho reprodutivo reflete na baixa lucratividade da pecuária de cria. A quantidade de Kilos de bezerros desmamados por vacas colocadas em monta é o principal determinante da lucratividade do sistema, e diferente do preço de venda do bezerro e dos insumos, é um fator sobre o qual o pecuarista pode exercer algum controle. Desta forma, a principal meta para garantir a lucratividade em fazendas de cria é a obtenção de um menor intervalo entre partos (IEP) e uma alta taxa de prenhez como indicadores intermediários.
De modo a produzir um bezerro por ano, as vacas precisam conceber dentro de 83 dias após a parição. Para isto, o período de anestro pós-parto não pode se prolongar por mais de 60 dias. Após o parto, o sistema reprodutivo das fêmeas bovinas tem que retornar ao estado original e reiniciar a atividade cíclica sexual. Geralmente, a involução uterina de fêmeas zebuínas ocorre entre 25 e 35 dias após o parto, e o primeiro cio ocorre entre 40 e 60 dias após o parto. Se vacas zebuínas entram em cio até 60 dias após o parto, a pergunta é por que as vacas brasileiras apresentam período médio de anestro pós-parto acima de 7 meses?
No Brasil, e outras regiões de clima tropical, como o Norte da Austrália, apresentam um período de anestro pós-parto muito prolongado, entre 7-8 meses, sendo particularmente prolongado em fêmeas primíparas. A principal causa do longo período de anestro pós-parto é a falta de alimentação adequada. A má alimentação das fêmeas faz com que a produtividade de sistemas de criação de bezerros seja ao redor de 0,55 bezerros desmamados por vacas por ano, ao invés do potencial de 1 bezerro por vaca por ano.
Portanto a necessidade de se discutir a interação entre a nutrição e a reprodução, como funciona este mecanismo e o que pode ser feito como prática de manejo para minorar este problema que é o maior gargalo da pecuária de cria e o fator limitante mais sério na aplicação de tecnologias como inseminação artificial e transferência de embriões.
Nutrição e Reprodução
A reprodução é o processo fisiológico mais importante para a preservação de qualquer espécie. No entanto a alocação dos nutrientes para a reprodução não é a prioridade em nenhuma espécie doméstica. A alocação de nutrientes para os vários processos fisiológicos é chamada de partição de nutrientes. Uma representação esquemática desta partição é mostrada na Fig. 1, adaptada de Short et al. (1990). A manutenção dos ciclos estrais e iniciação de prenhez é o último processo fisiológico a receber os nutrientes, assim será o primeiro processo interrompido por causa de escassez de nutrientes.

Figura 1. Esquema de partição de nutrientes em vacas de corte. A ordem aproximada de prioridade na partição de nutrientes é a seguinte: 1) metabolismo basal, 2) atividade, 3) crescimento, 4) reservas corporais básicas, 5) manutenção de prenhez, 6) lactação, 7) reservas adicionais de energias, 8) atividade cíclica ovariana e iniciação de prenhez, e 9) reservas do excesso. Adaptado de Short et al. (1990).

Apesar de parecer contraditório, a pouca importância dada à reprodução quando da partição dos nutrientes, garante que a vaca emprenhe e gere um bezerro depois de 9 meses, somente quando existam condições mínimas para a sobrevivência do bezerro recém-parido. De nada adiantaria a vaca emprenhar sem ter condições de se manter e de produzir leite para a cria. Este mecanismo de adaptação a situações com baixo nível de nutrientes se faz presente mais fortemente nos trópicos, onde o manejo das vacas de corte é feito extensivamente com base em forragens perenes com relativamente baixa qualidade nutricional.
A literatura especializada estabeleceu Há muito tempo que a falta de nutrientes, em especial energia e proteína, interrompe o processo reprodutivo de vacas de corte e prejudica suas performances reprodutivas, aumentando a idade ao primeiro parto, o intervalo entre partos, e reduzindo a taxa de prenhez.
Os minerais estão classicamente também implicados como fatores de baixo desempenho reprodutivo em fêmeas bovinas, principalmente as deficiências de Fósforo e Magnésio como macronutrientes minerais e Selênio e Cromo micronutrientes minerais. O problema se agrava devido a deficiência destes elementos em praticamente todas as gramíneas tropicais a principal e mais econômica das fontes de alimento para bovinos.
As gramíneas tropicais economicamente são uma benção para a pecuária, pois são muito produtivas, mas é mister saber que ela tem suas limitações nutricionais, principalmente devido as suas variações dentro do seu ciclo produtivo e a época do ano. Estas variações vão aparecer visualmente nos animais com o índice chamado de Escore de Condição Corporal (ICC) variando de 1 a 5 sendo 1 muito magra e 5 muito gorda.
Vacas não vão entrar em atividade reprodutiva se estiverem com ICC abaixo de 3 e este ICC baixo vai fatalmente ocorrer se não for feita uma suplementação alimentar para os animais. E a nova pergunta: Quando e como Suplementar?
Os minerais precisam ser suplementados durante todo o ano em cochos que contemplem o consumo do insumo por todos os animais, localizando-os nos malhadouros das pastagens e devem ter de linha de 2 a 4 cm por cabeça no pasto. Suplementos energéticos e protéicos devem ser utilizados no período seco desde que exista forragem (pasto seco) a vontade para o animal. Estas ações vão manter sempre o rebanho com ICC alto e, portanto com alta fertilidade.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Exame andrológico no manejo e na seleção de reprodutores bovinos


A capacidade reprodutiva de touros é avaliada pelo exame andrológico, o qual estabelece uma relação entre as condições físicas do animal, com uma avaliação do aparelho reprodutor e sua biometria bem como as características do ejaculado com as medições da concentração, motilidade e morfologia da população de espermatozóides, e testes funcionais, que permitem identificar a funcionalidade dos testículos para produção qualitativa de sêmen.

A seleção de reprodutores é fundamental para o melhoramento genético dos rebanhos bovinos. A utilização do exame andrológico é uma importante ferramenta para afastar animais que além de problemas reprodutivos possam transmitir características indesejáveis aos seus descendentes. O desenvolvimento andrológico dos animais pode ser acompanhado desde o nascimento ou logo após o mesmo, até a maturidade do animal através da realização de exames rotineiros.

Problemas do desenvolvimento dos testículos podem ser precocemente detectados em exames de animais jovens. O criptorquidismo em bovinos pode ser facilmente diagnosticado aos três meses de idade. A aplasia segmentar do epidídimo é outra patologia que pode também ser detectada nestes primeiros exames. Permitindo afastar da reprodução animais potencialmente subferteis ou inférteis, descartando os seus portadores.

 A mensuração da Circunferência Escrotal (CE) e a biometria testicular devem ser iniciadas com o animal bem jovem também, pois está fortemente correlacionada com a idade do animal e com a produção de andrógenos e a qualidade do ejaculado fornecendo informaçõ de alta relevância na seleção de reprodutores.

A fertilidade do touro é uma das mais importantes características do rebanho de corte, principalmente em se tratando de criações extensivas em que a reprodução constitui fator limitante à produção. Portanto é de fundamental importância que ao início de cada estação reprodutiva os touros estejam aptos para a reprodução e tenham real capacidade de cobrir e emprenhar as vacas expostas. O exame andrológico deve ser realizado anualmente o mais próximo possível do início do período reprodutivo, mas com tempo suficiente para que seja possível a reposição dos reprodutores que eventualmente sejam reprovados no exame.

O exame andrológico pode mostrar animais com patologias na bolsa escrotal, nos testículos, nos epidídimos, nos cordões espermáticos, no prepúcio, no pênis bem como nas glândulas anexas, permitindo o tratamento ou descarte dos animais irrecuperáveis com sua substituição por animais com capacidade andrológica comprovada, não comprometendo os resultados das estações reprodutivas.

Ferramenta importante na execução do exame andrológico a ultrasonografia é um importante instrumento para o diagnóstico identificando e localizando lesões intraescrotais como cistos e diferenciado se as lesões são testiculares ou para-testiculares. É um exame realizado com o mínimo de desconforto para os animais e promove informação de alta sensibilidade e com baixa ocorrência de falso positivos.

Para terminar o exame andrológico uma completa avaliação do ejaculado precisa ser realizada. O vigor, o turbilhonamento e o motilidade espermática progressiva, são avaliados com o sêmen vivo no local de realização do exame e seus resultados são em escores de 1 a 5 para os primeiros e em percentual para a motilidade progressiva. A morfologia espermática pode ser realizada com a utilização de microscopia de contraste de fase com uma câmera úmida ou esfregaço corado. Por fim a concentração de espermatozóides no ejaculado é calculada.

Com todos os dados coletados faz-se a correlação dos achados classificando os animais em aptos ou inaptos para a reprodução respeitando-se características individuais e de grupo racial. Com a utilização da ferramenta do exame andrológico adquire-se uma maior segurança para a utilização dos touros em cada estação reprodutiva e na seleção dos reprodutores para a substituição.

Na condução de estações reprodutivas que utilizam touros, seja totalmente ou integrados a programas de inseminação artificial, o exame andrológico aparece como ferramenta indispensável para o alcance dos resultados finais, visto que diminui os riscos de insucessos, pois se passa trabalhar apenas com os animais considerados aptos para a reprodução, tratando dos que eventualmente apresentem algum problema temporário ou substituindo aqueles que não atinjam os parâmetros considerados mínimos para um bom desempenho.

A adoção de exames andrológicos ou parte dele de forma precoce é uma forma de detectar o mais rápido possível problemas que os futuros reprodutores possam ter principalmente problemas transmissíveis e que levem a subfertilidade como criptorquidimos. Serve também como mecanismo de seleção genética, pois detectaria precocidade sexual, podendo-se utilizar esta informação visando transmitir esta característica útil ao rebanho. Sendo, portanto de boa prática na seleção dos reprodutores evitando-se custos desnecessários com animais de potencial inferior direcionando os recursos apenas para os animais superiores.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Importância da implantação de uma estação reprodutiva, para o manejo de bovinos de corte.

Introdução.


Eficiência reprodutiva, este é o maior objetivo em um sistema de cria de bovinos de corte. É ela que vai mostrar se a produção está sendo economicamente viável ou não. A colheita anual de bezerros é o que paga a conta e gera lucros ou prejuízos para a fazenda. Quanto maior a quantidade de bezerros produzidos por vaca exposta à reprodução, melhor será o resultado.

Isto parece óbvio mais os sistemas de cria pelo Brasil a fora ainda operam em situação de baixa tecnologia, utilizando-se na grande maioria dos casos de touros acasalando-se o ano todo com as matrizes, dificultando a colheita de informações e a racionalização dos trabalhos na propriedade. Este artigo tem como objetivo mostrar as vantagens proporcionadas pela implantação de uma estação reprodutiva e como ela beneficia o controle dos resultados.


Estação reprodutiva.


A estação reprodutiva é uma tecnologia de manejo do rebanho cujo custo basicamente é a vontade do produtor rural em adotá-la. Trata-se da concentração das coberturas das fêmeas em determinada época do ano em que se facilite a reprodução das mesmas, normalmente associada com a época de maior oferta de alimentos, visto que nutricionalmente falando reprodução é luxo. Portanto, a realização das coberturas neste período do ano potencializa a capacidade reprodutiva das matrizes e aumenta as chances de concepção e de se levar as prenhezes a termo, em conseqüência do ambiente mais favorável.

Dentre as vantagens da estação reprodutiva podemos destacar as seguintes:

· Facilita a observação e coleta de dados sobre os índices zootécnicos da fazenda. É através destes índices que podemos mensurar a eficiência das propriedades. Alguns dos indicadores como intervalos de partos, peso ao nascer, peso a desmama, peso ao sobre ano, podem nos fornecer panorama e ajudar nas decisões a serem tomadas. Como também o ganho genético a cada geração pela avaliação de animais contemporâneos.

· Formação de lotes homogêneos, o que facilita tanto o manejo dos animais quanto a negociação destes em momento oportuno.

· Favorece o aumento na pressão de descarte das vacas que não conceberam na estação, pois a fêmea que não dar 1 bezerro por ano provoca prejuízos na propriedade.

· Facilita a implantação de um calendário profilático. A saúde do rebanho estando organizada diminui as perdas e melhora a produtividade e o desempenho dos animais.

· Permite uma melhor racionalização da mão de obra na propriedade, distribuindo-se melhor os diferentes tipos de trabalho durante as épocas do ano onde o trabalho pode ser mais intensivo e outras menos. Facilitando escala de férias e folgas e adequando melhor o número de empregados da propriedade e o uso de mão de obra temporária.


Ferramentas Para Implantação de Estação Reprodutiva


No passado, havia por parte dos criadores uma resistência bastante grande por parte dos criadores em adotar a estação reprodutiva, pois no primeiro ano de sua implantação existia uma perda de bezerros colhidos, o que era rapidamente compensado com as vantagens, mas a sensação de perda dificultava a tomada de decisão.

Hoje algumas biotécnicas estão disponíveis no mercado, que são ferramentas fantásticas para uma mais rápida implantação de uma estação reprodutiva. Dentre estas biotécnicas podemos destacar a Desmama Temporária (DT) e a Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF). A DT consiste em interromper a mamada dos bezerros por 48 horas provocando assim mecanismos hormonais os quais favorecem a apresentação do cio. A IATF consiste em mimetizar o ciclo estral das vacas pela aplicação exógena de medicamentos hormonais disponíveis no mercado.

Aplicadas juntas ou separadamente elas ajudam a implantação da estação reprodutiva diminuindo ao acabando com a perda de bezerros colhidos no primeiro ano da implantação, além de melhorarem de forma geral os resultados onde a mesma já existe.


Conclusão


Para uma boa eficiência, é necessário que uma vaca nos dê um bezerro por ano. Isso significa que as fêmeas precisam conceber em até 90 dias pós parto. A estação reprodutiva é um importante facilitador desta meta. Para que as fêmeas cumpram este calendário, é necessária uma constante pressão sobre as mesmas, e esta ferramenta tecnológica faz este trabalho. Como é de custo baixo em relação aos benefícios que traz, urge a necessidade de sua adoção pelos produtores de forma generalizada, auxiliados pelo grande número de técnicos capacitados pelo país e as ferramentas auxiliares existentes. Este é sem dúvida o futuro de toda a pecuária de cria do país.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Como Escolher Novilhas Para Reposição

Um fato reconhecido é que a taxa de reprodução é uma característica importante para os sistemas de produção de bovinos de corte, pois pode promover a melhoria da rentabilidade na atividade, podendo, ainda, viabilizar o emprego de programas de seleção animal, em função da maior taxa anual de reposição. Em sistemas extensivos de criação o primeiro acasalamento de novilhas de corte é efetivado em torno dos dois anos de idade com o objetivo de reduzir sua fase não produtiva. Não necessariamente esta é a idade à puberdade, que, em função do sistema de criação já pode ter sido atingida pelas novilhas em torno do primeiro ano de vida. No entanto, sabe-se que a primeira ovulação fértil deve ocorrer entre os 5 e os 24 meses de idade, na dependência do nível nutricional, desenvolvimento corporal, estação do ano, fatores de manejo e tratamentos hormonais.
Conseguir novilhas de reposição entre 22 e 24 meses de idade representa uma das atividades mais onerosas dentro do sistema de produção de leite. Devido à natureza do manejo de novilhas de reposição, a atividade leiteria investe em alimentação, mão-de-obra e capital durante um período de 22 a 24 meses sem receber qualquer retorno financeiro. Se a novilha parir um ano antes gera 16% a mais de retorno econômico ao sistema. No geral, a maioria dos produtores retém boa parte das novilhas do próprio rebanho para repor as vacas descartadas. O manejo destes animais, da desmama ao início da monta, e do primeiro parto ao período de monta seguinte, é de extrema importância na produtividade futura do rebanho de cria. Devido ao manejo inadequado ou falta da atenção necessária, o desenvolvimento desses animais fica prejudicado, resultando em baixos índices de prenhez e de natalidade. Essas devem ser selecionadas e manejadas para que atinjam a maturidade sexual mais cedo. Para que esses objetivos sejam alcançados é necessário observar alguns pontos:
-Propiciar condições nutricionais e sanitárias adequadas para a redução da idade à puberdade;
-Selecionar para reposição aquelas que conceberam ao início do período de monta;
-Fornecer condições nutricionais adequadas para que as novilhas apresentem condições corporais de moderada à boa ao parto.
A restrição alimentar durante o último trimestre de gestação é prejudicial ao desenvolvimento das novilhas e do feto, reduz o peso do bezerro ao nascimento e os índices de concepção após o parto. Como nessa fase as exigências nutricionais destas são muito superiores às das vacas por estarem ainda em crescimento, recomenda-se que elas sejam manejadas em separado. Por outro lado, o excesso de peso pode também contribuir para a redução dos índices de fertilidade. Nos sistemas extensivos de criação de bovinos de corte o peso corporal assumido como ideal das novilhas ao primeiro acasalamento é de aproximadamente 60% do peso adulto das vacas nas raças européias e 65% para zebuínas, associadas à CC entre 3 e 4. Como observado por alguns estudos, os tratamentos hormonais à base de progesterona também podem aumentar a atividade cíclica e diminuir a idade à puberdade de novilhas. O aumento na freqüência de pulsos de LH é pré-requisito para a manifestação da puberdade, que pode ser induzida em novilhas ainda com baixo peso corporal com tratamentos de curta duração de progestágenos. Nos dias de hoje pelo menos uma dúzia de protocolos já foram delineados, incluindo os diversos hormônios disponíveis, como as prostaglandinas utilizadas em novilhas que já estão ciclando, sexualmente maduras, dos quais é possível esperar pelo menos 70% de gestações, dependendo do sistema eleito. No caso de novilhas ainda em anestro, porém com idade e peso corporal próximos do ideal para o início de sua atividade reprodutiva, o uso de sistemas incluindo os gestágenos são os recomendados para a obtenção de resultados semelhantes aos obtidos para novilhas precoces sexualmente e/ou criadas em melhores condições de alimentação.
O uso das biotécnicas para controle da reprodução das vacas de corte não substitui um bom planejamento da nutrição e da saúde dos animais, que deve ser delineado especificamente para as necessidades de cada unidade de produção. Programas de sucesso requerem vacas e novilhas em boa condição corporal e livres de enfermidades, facilidade de manejo dos animais e infra-estrutura disponível para detecção dos cios, separação e inseminação. Sob o ponto de vista prático é importante haver coerência entre as fases de cria e recria. De nada adianta estabelecer um sistema de cria sofisticado e caro, resultando em animais pesados e de excelente aspecto a desmama, se eles serão recriados em pastos de má qualidade, sem suplementação. Os ganhos de peso obtidos com alto custo na fase de cria serão perdidos durante a fase de recria, e vice-versa. A criação de novilhas representa o segundo maior custo na atividade leiteira (próximo a 20% das despesas totais), perdendo somente dos custos em alimentação do rebanho em produção. Conseqüentemente, minimizar gastos na criação de novilhas, sem prejudicar o desempenho ou o potencial produtivo dos animais de reposição, deve ser o principal objetivo nos sistemas criação.
ssim, o uso de determinadas técnicas de manejo (nutrição adequada, taxa de lotação de pastagens adequada, controle da época de nascimentos com o uso de estação de monta, estímulo com touro, uso de dispositivos contendo progesterona, e controle parasitário) associadas a estratégias de seleção genética para antecipar a idade à puberdade podem aumentar a produtividade dentro de um sistema de exploração.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Sanidade Reprodutiva em Bovinos

Introdução

As doenças associadas à reprodução diminuem de forma significativa a rentabilidade dos rebanhos de corte e causam um grave problema no planejamento de médio e longo prazo dos rebanhos leiteiros que, na maioria das vezes passam desapercebidos.

A sanidade do rebanho, e em particular as afecções que direta ou indiretamente comprometem o trato reprodutivo de machos e fêmeas, impedindo a fecundação, causando abortos, repetições de cio, o nascimento de animais com porte inferior à média, disfunção hormonal, entre outros, inclusive a perda da função reprodutiva, é um dos principais fatores de interferência na eficiência reprodutiva dos rebanhos bovinos.


As Enfermidades

Dentre as principais doenças temos a Brucelose, Leptospirose, BVD, IBR-IPV, Neosporose, Trichomonose, Campilobacteriose, dentre outras.


Brucelose

A brucelose é uma doença infecciosa altamente transmissível, causada pela bactéria Brucella abortus, que acomete, preferencialmente, fêmeas em idade reprodutiva ativa causando abortamento no terço final da gestação, retenção de placenta, metrites, sub-fertilidade e até infertilidade. Em machos, causa: artrite, orquite e epididimite, além de ser uma zoonose.

A brucelose é a doenças infecto-contagiosa com maior impacto na esfera reprodutiva e tem como principal via de contaminação, a digestiva; por água, alimentos e pastos contaminados com restos de aborto, placentas, sangue e líquidos provenientes de abortos e partos de vacas e novilhas brucélicas. A transmissão pela monta por touros infectados também pode ocorrer, mas em menor proporção que a digestiva.

O diagnóstico é feito através da coleta de sangue e exames laboratoriais.

A prevenção é ralizada com a vacinação das bezerras de 3 a 8 meses que é obrigatória e só pode ser realizada por profissional habilitado.


Leptosprose

A leptospirose é causada por diversos sorovares da bactéria do gênero Leptospira, afeta animais e humanos, causando, principalmente, perdas por abortos em bovinos além de infecções disseminadas pelo organismo. A transmissão ocorre através da urina, parto, leite, abortos, mas principalmente através de roedores e animais silvestres infectados.

A vacinação de todos os animais (em rebanhos de incidência alta) deve iniciar em todos os bezerros após o desmame, seguidas por vacinações anuais (sempre com vacinas que abrangem o maior grupo de leptospiras). A primovacinação (1ª vez) precisa de um reforço com 3-6 semanas de intervalo. Como vacinação estratégica, pode ser realizada 1 (um) mês antes da estação reprodutiva.


BVD

A Diarréia Viral Bovina (BVD) é uma doença que deprime o sistema imunológico do animal, permitindo que outras doenças virais e bacterianas se estabeleçam e se disseminem.
Virose também conhecida por causar desordens reprodutivas, sendo que a infecção fetal (transplacentária) pode levar à morte embrionária, ou até defeitos congênitos (nascidos com o indivíduo, como a microencefalia, hidrocefalia, hipoplasia cerebral, defeitos oculares), surtos de diarréia, abortos, causando grandes perdas econômicas, entre outros.

A infecção com o vírus da BVD ocorre através das vias nasal ou oral, podendo ocasionar a morte do animal (jovem ou adulto) e o nascimento de animais pouco desenvolvidos que podem tornar-se portadores da enfermidade.

O controle pode ser efetuado através de vacinas inativadas (seguindo o esquema do fabricante), geralmente associadas a outros agentes infecciosos como a parainfluenza. Como vacinação, pode ser realizada em animais de 8 a 12 meses, recomenda-se reforço anual e estrategicamente 1 (um) mês antes da estação reprodutiva.


IBR

Rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR) e Vulvovaginite pustular (IPV) fazem parte do complexo Herpesvírus bovino, causadas pelo HVB tipo-1, responsáveis por abortos, entre outras enfermidades causando também graves impactos econômicos.

A IBR é a forma respiratória, ocasionando febre e lesões de transtorno nas vias superiores do animal, com quadros respiratórios graves (às vezes) em animais jovens.

A IPV é uma infecção da mucosa vaginal e da vulva que manifesta-se por edema, secreção com exsudato, pústulas de conteúdo mucopurulento, transtorno no ato da micção, endometrites, repetições de cio e infertilidade temporária por período igual ou superior a 60 dias, quando retorna o ciclo estral normal e fértil.

A infecção nos touros possui caráter importantíssimo na disseminação da enfermidade através da cópula, com lesões no pênis e prepúcio, além do sêmen contaminado, os touros transmitem, a cada monta, o vírus às fêmeas sadias.

Em áreas endêmicas a vacinação deve acontecer nos bezerros de 6-8 semanas e gestantes a partir da segunda metade da gestação e repetindo a vacinação anualmente para manter a imunidade. Para fêmeas adultas, a vacinação deve acontecer no início da estação reprodutiva.


Neosporose

A Neosporose é causada por um protozoário o Neospora caninum, nas vacas a principal manifestação é o aborto, mas se a contaminação ocorrer no último trimestre da gestação, o feto desenvolve imunidade, nasce saudável, porém é um portador latente. Nos animais jovens pode surgir encefalite.

A forma mais importante de contágio entre os bovinos é da mãe para o feto. O parasita tem como hospedeiro definitivo cães e coiotes, que eliminam os oocistos (ovos) nas fezes contaminando o ambiente, alimentos e outras espécies (bovinos, caprinos, ovinos e eqüinos).

As vacinas podem ou não evitar o aborto, mas não impedem a contaminação. O tratamento dos animais é caro e ineficaz.


Trichonomose

A Trichomonose é uma doença infecciosa e sexualmente transmitida, causada pelo Trichomonas foetus que afeta fêmeas e machos em idade reprodutiva, causando morte embrionária, aborto, repetições de cio, corrimento vaginal, endometrites, piometras, ou fetos macerados, como conseqüências diretas, pois o maior prejuízo está na diminuição de nascimentos e na demora do estabelecimento da prenhez, como forma indireta.

A principal via de transmissão acontece durante a cópula (monta) onde o macho infectado contamina a fêmea ou é contaminado por esta.

O tratamento das fêmeas é praticamente ineficaz e desnecessário, pois a maioria destas recupera-se após um descanso sexual. Prostaglandinas podem ser usadas no sentido de fazer uma "limpeza" do útero e regularizar o ciclo estral.

Os machos contaminados, com idade superior a 5 ou 6 anos devem ser descartados, pois geralmente tornam-se portadores disseminando a doença.

Vacinas inativadas podem ser usadas em touros jovens para evitar a propagação da enfermidade, mas o tratamento mais eficaz para as fêmeas é o uso da Inseminação Artificial com sêmen de reprodutores isentos da enfermidade.


Campilobacteriose

Pouco conhecida da maioria dos criadores e ausente dos programas oficiais de prevenção e tratamento de enfermidades, a Campilobacteriose é uma enfermidade assim denominada por ser causada por espécies do gênero Campilobacter fetus subesp. venerealis, sendo também uma doença venérea, exclusivamente de bovinos que não causa nenhum mal aos machos, mas inflamações no trato genital feminino podendo levar até a infertilidade, passando por baixa taxa de natalidade, repetições de cio, endometrite e abortos.

O tratamento em bovinos é desaconselhável, pois os resultados são insatisfatórios e antieconômicos. O descarte dos animais infectados é recomendado bem como o uso da inseminação artificial com sêmen de reprodutores isentos da enfermidade.


Conclusão

Desta forma, fica evidenciado que as afecções que acometem o sistema reprodutivo de machos e fêmeas causam imensas perdas econômicas e portanto o seu controle preventivo é de fundamental importância para se obter maior número de nascimentos de bezerros e, conseqüentemente, maior rentabilidade na produção. Alcançando então um dos principais objetivos dos produtores é diminuir seus custos de produção e aumentar a eficiência reprodutiva e produtiva dos rebanhos.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Interação entre Eficiência reprodutiva e a lucratividade na produção de leite.

Introdução.

O que determina a lucratividade de um sistema de produção de leite é com que eficiência o produtor promove a interação entre os vários eixos de relação entre produtividade e custo dentro de seu ciclo de produção (CP), o qual se correlaciona fortemente com o intervalo de partos (IP). O CP termina em tese quando todas as matrizes completarem uma lactação e este fato está diretamente relacionado com o IP, pois quanto menor o IP menor o CP. A produção é a mesma, mas, como ciclo é menor a lucratividade é maior. Este artigo tem o objetivo de explicar esta relação, demonstrando como se pode aumentar a produção de leite caso o produtor invista na eficiência reprodutiva do rebanho, que acarretará por fim em um aumento bastante significativo da lucratividade do seu negócio.



Intervalo de partos = a ciclo de produção?

É correto afirmar que entre um parto e outro cada fêmea completa uma lactação. Portanto se, por exemplo, tivermos um rebanho com 100 vacas em idade reprodutiva e conseqüentemente capaz de realizar uma lactação e assumindo que como padrão para ser uma vaca de leite e não de corte a fêmea deve ser capaz de produzir pelo menos 3000 Kg de leite em uma lactação ajustada para 300 dias, teremos uma produção de 300.000 litros de leite quando todas às vacas tiverem completado suas lactações e participado do processo produtivo. Com esses dados propomos 3 análises distintas para tornar claro o entendimento:

A) Intervalo de Partos 24 meses.

Se o intervalo de partos for de 24 meses, o que é muito comum ainda em fazendas de leite no Brasil a mesma, produziria apenas 150.000 litros de leite por ano (Opr. 1). Para a operacionalização da fazenda é como se ela tivesse que manejar dois rebanhos: um produzindo (50 vacas) e outro sem produzir (50 vacas). O problema é que todos os animais indistintamente geram custos de manutenção, e por tanto quando contabilizamos a produção de leite temos que dividi-la por todas as vacas da propriedade que são as unidades de produção.

Opr. 1.
PLA = NV x PPL: IP x 12
Onde:
PLA = Produção de Leite Anual.
NV = Número de Vacas em idade reprodutiva.
PPL = Produção média por lactação
.

Caso o valor do leite esteja por R$ 0,50 no seu ciclo de 24 meses seria faturado R$ 150.000,00 dando um total de R$ 75.000,00 por ano (Opr. 2) e R$ 6,250,00 por mês (Opr. 3). Este sistema é na verdade bastante rudimentar e normalmente não atinge nem estes valores, visto que o maior problema é nutricional e dificilmente as vacas conseguiriam atingir tais níveis de produção tendo portanto resultados inferiores ao demonstrado. Mas ele existe e é facilmente caracterizado quando se chega à fazenda e se tem metade das vacas em lactação e a outra metade no período seco.

Opr. 2.
FA = VLP x PLA
Onde:
FA = Faturamento Anual.
VLP = Valor do Leite ao Produtor
.

Opr. 3.
FM = FA : 12
Onde:
FM = Faturamento Mensal.

B) Intervalo de Partos 18 meses.

Resolvendo-se o problema nutricional com oferta de alimentos em quantidade e qualidade, que é a primeira grande intervenção do produtor na eficiência reprodutiva, com pouca ou nenhuma intervenção de profissional médico veterinário é possível alcançar o IP de 18 meses. Isto por si só é um grande avanço na produtividade da fazenda, pois apesar da produção de leite do ciclo ser a mesma, agora seria dividida pelos 18 meses do novo IP alcançado. Teríamos, portanto, um faturamento mensal de R$ 8.333,00, com uma diferença de R$ 2.083,00, ou seja, 33% maior, e a mesma cobrem com sobras os eventuais aumentos de custos.
Este segundo exemplo é mais caracterizado do que o descrito anteriormente, pois as vacas, com a sua alimentação resolvida conseguem expressar seu potencial genético de produção, ficando limitadas agora apenas, pelos problemas reprodutivos decorrente de sua função, problemas estes que precisam da presença constante do médico veterinário para serem suplantados.

C) Intervalo de partos 14 meses.

O IP de 12 meses é a meta a ser perseguida. No entanto, ainda é utópico. O que é possível na realidade é um intervalo de partos de 13 ou 14 meses, com a intervenção permanente de profissional médico veterinário trabalhando junto com os animais. Para exemplificar se a fazenda passar a utilizar dos serviços veterinários conseguiria em um médio prazo alcançar o intervalo de 14 meses e teria novamente um salto bastante significativo nos seus resultados econômicos.
O sistema alcançaria agora um faturamento mensal de R$ 10.714,00, ou seja, 29% maior que o IP de 18 meses e 71% que o IP de 24 meses. A diferença de R$ 2.381,00 do IP de 18 meses cobriria com sobra os custos da assistência veterinária permanente para 100 vacas, mesmo que o único benefício da mesma fosse este, que é apenas um dentre vários.
Levando-se em conta todas estas informações fica claro como cristal o quanto é importante o enfoque sobre a eficiência reprodutiva do rebanho, para o aumento da produtividade e da lucratividade em uma fazenda de leite.


Conclusão.

O aumento da tecnificação da produção de leite na verdade depende apenas da vontade do produtor de sair de um sistema de baixa tecnologia e eficiência para outro de alta tecnologia e resultados melhores. Os custos para isto são surpreendentemente baixos visto que, as alterações de manejo e descartes iniciais produziram rapidamente aumento de eficiência e produtividade, com impacto positivo no caixa da propriedade, que pode ser direcionado para as implementações de outras tecnologias num ciclo virtuoso de crescimento a cada etapa do processo.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Avaliação do escore de condição corporal (ECC) em bovinos de corte.

Introdução.

O escore de condição corporal (ECC) é uma avaliação que se faz para categorizar os animais quanto ao seu estado nutricional e por conseqüência se o ambiente em que vive está bom. Dependendo de como o animal for classificado no início da estação reprodutiva é possível se fazer uma previsão de como será o seu desempenho durante a estação, pois existem muitos estudos que mostram o desempenho dos animais, comparando-os com sua condição corporal no início e no fim da estação (Fig. 1).

Figura 1 - Comparação entre a condição corporal e a prenhês na IATF.


Como é uma avaliação puramente visual, tudo que tem que ser feito é calibrar os olhos para que siga um padrão ao avaliar alguns pontos na anatomia exterior dos bovinos. É uma ferramenta barata e eficaz e que pode ser usada em larga escala por técnicos e pecuaristas e basta para isto um pequeno treinamento.

Neste artigo tentamos dar uma visão geral de como é feita a avaliação, para que se possa rapidamente utilizá-la na prática do dia a dia.


Avaliação do Animal.

A condição corporal dos animais são avaliados em escores. São usadas duas escalas que podem variar de 1 até 5 ou de 1 até 9. As notas são dadas aos animais, de acordo com a quantidade de reservas teciduais especialmente gorduras e músculos sobre as protuberâncias ósseas seguintes: 1 - costela; 2 - Processos espinhosos da coluna vertebral; 3 - Processos transversos da coluna vertebral; 4 - Vazio; 5 - Ponta do íleo; 6 - Base da cauda; 7 - Sacro; 8 - Vértebras lombares (Fig. 2).
Figura 2 - Pontos a serem observados no animal.


Na escala de 1 a 5 os animais são classificados da seguinte forma:

1 - Caquético - O animal caquético apresenta processos transversos e espinhosos proeminentes e visíveis de forma acentuada, total visibilidade das costelas, cauda totalmente afundada dentro do coxal, íleos e ísquios bastante expostos, atrofia muscular pronunciada, aparência de "pele e osso" é como se estivéssemos olhando diretamente para o "esqueleto do animal" (Fig. 3).


Figura 3 - Vaca Caquética ou muito magra.


2 - Magro
- Ossos são ainda bastante salientes e existe uma certa proeminência das espinhas dorsais, íleos e ísquios; as costelas continuam aparecendo mas, começam a ser cobertas; os processos transversos permanecem visíveis, a cauda começa a parecer que está mais alta e a pele fica firmemente aderida no corpo (pele esticada) (Fig. 4).


Figura 4 - Vaca magra.


3 - Média ou ideal - O animal começa a apresentar uma suave cobertura muscular com grupos de músculos a vista, as espinhas dorsais agora ficam pouco visíveis, as costelas já estão quase que completamente cobertas, os processos transversos também começam a desaparecer, no entanto ainda não existe camadas de gordura, a superfície do corpo fica macia e a pele pode ser levantada com facilidade (Fig. 5).


Figura 5 - Vaca com escore corporal médio.


4- Gordo - Boa cobertura muscular, início da deposição de gordura na inserção da cauda as costelas e os processos transversos ficam completamente cobertos, no entanto as regiões individuais do corpo são ainda bem definidas, as partes angulares do esqueleto começam a ficar menos visíveis (Fig. 6) .


Figura 6 - Vaca gorda.


5 - Obeso - O animal apresenta-se redondo pois todos os ângulos do corpo estão cobertos, a cobertura muscular é total, nas partes salientes do esqueleto aparecem camadas de gordura, como na base da cauda e na maçã do peito e as partes individuais do corpo ficam mais difíceis de ser distinguidas, este estado só é desejável para animais de corte terminados e prontos para o abate (Fig. 7).


Figura 7 - Vaca obesa.


É possível também subdividir a escala como por exemplo o animal 2,5 que é a condição mínima para a realização da inseminação artificial em tempo fixo (IATF), que seria um animal onde costelas íleos e ísquios ainda são visíveis, mas a musculatura nas ancas já está côncava e os processos transversos começam a ser cobertos (Fig. 8).


Figura 8 - Vaca com escore de condição corporal regular.


Conclusão.

A avaliação do escore de condição corporal (ECC) é uma ferramenta muito fácil de ser utilizada. É um instrumento de grande valor nas tomadas de decisões com relação a eficiência reprodutiva dos rebanhos bovinos. Ela é sempre realizada pelos técnicos mas, pode e deve também ser utilizada pelos gestores pecuários nas suas tomadas de decisão.